Cassandra Covington

- Nome: Cassandra Andrea Thomas Covington
- Idade: 26 anos
- Nascimento: 19 de maio de 1984
- Avatar: Phoebe Tonkin
- Raça: Licantrope
- Gênero: Feminino
- Sexualidade: Heterossexual
- Residência: O seu carro
- Gostos: Ela gosta de livros infantis por representar esperança e por ser algo com que ela se apegou na infância, ama chocolate quente com bastante marshmallow, dias chuvosos e jazz.
- Desgostos: Os seus pais adotivos, mentiras, injustiça e falsas promessas.
- Curiosidades: Cassandra tatuou "Joy" na lateral de seu pulso pouco depois que a sua filha nasceu, tendo escolhido esse nome para ela por acreditar que ela trazia felicidade para os seus dias. Ela nunca abriu espaço para o amor em sua vida, tanto por não encontrar ninguém digno quanto por ter preocupações maiores em sua vida. A sua cor favorita é vermelho. O seu carro é um Chevrolet Veraneio com bancos de couro e detalhes internos azul, com a sua lataria tendo sido pintada de vermelho cereja.
- Personalidade: Cassandra é alguém retraída e bastante arisca, tanto pela sua criação quanto pela vida que teve, embora consiga demonstrar-se doce e gentil com as pessoas com que se apega ou se importa. Ela possuí um bom coração, mas ele endureceu pouco a pouco com as pancadas que a vida foi lhe dando. A tornando alguém que pode parecer distante, certas vezes, mas ela tenta compensar a sua atenção em outros aspectos. Ela pode demonstrar-se extrovertida quando se sente a vontade ou quando o álcool entra em sua corrente sanguínea e é capaz de usar o seu certo charme para conseguir algumas coisas que deseja. Ela possuí uma marca de nascença em suas costas que lembra a uma lua crescente.
Cassandra foi vítima da ganância daqueles que vieram antes de si. A começar pelo fundador do clã localizado em Covington, um pobre tolo que teve o infortúnio de ser transformado em vampiro e que decidiu passar tamanha maldição para o seu único filho, estabelecendo raízes na cidade de Kentucky e tomando o nome dela para si. Como uma maneira de representar o seu renascimento e tornando aquilo a marca registrada daquele clã, assim como passar a liderança de geração em geração. Com o líder tendo um ou mais herdeiros antes de ser transformado. No entanto, a ganância que mais lhe afetou, foi aquela vinda do irmão gêmeo de seu avô, Gerard, que se passou por amigo de uma pobre mulher desamparada visando um grande plano que iria culminar na ruína de seus irmãos e em sua ascensão. O que ele não sabia, ou ao menos o que não esperava, era que a mulher não era tão tola quanto ele pensava e tampouco que cavaria a sua própria cova e a de toda uma dinastia ao envolver-se com os Mikaelson.
Do momento em que transformou Esther até a sua morte, Gerard não teve um momento de paz. Ele perdeu o seu único filho no início da guerra travada e teve o seu desejo de ver os seus irmãos sucumbindo um a um atendido, por exceção ao avô de Cassandra, que foi transformado como consequência antes de que soubessem que a sua avó já lhe carregava no ventre. Ele lutou até o último suspiro em uma guerra que se arrastou mais do que deveria e morreu protegendo o irmão que passou a vida o apunhalando pelas costas, embora Gerard não tenha tido também muita sorte, falecendo ao lado daquele que mais odiava. Deixando o mundo da mesma maneira que veio a ele, acompanhado de seu irmão gêmeo. O seu bisavô clamou por vingança e embrenhou-se no campo de batalha, mas teve a vida ceifada por Elijah Mikaelson, fazendo com que o seu primo de três anos e filho de Mircella Covington assumisse o clã enquanto o verdadeiro herdeiro nascia escondido.
O seu pai, James, cresceu aos cuidados de sua avó e do Clã Covington, em um momento de cessar fogo, sendo preparado para assumir o clã dos vampiros durante toda a sua primeira infância e foi forçado a se envolver com uma jovem para assegurar um herdeiro assim que a família decidiu que ele estava pronto. Jamais tendo perguntado as suas preferências ou até mesmo os seus desejos, sendo uma peça qualquer no grande jogo que aqueles que vieram antes dele haviam criado, mas ele cumpriu o seu papel perfeitamente. Engravidando Sophie Thompson, uma jovem que todos acreditavam apenas possuir a visão, pouco antes de morrer em um acidente de trânsito. Todos aguardaram ansiosamente o seu renascimento que jamais aconteceu, se dando conta tarde demais que eles não haviam verificado se James bebia as pequenas doses de sangue que lhe eram dadas frequentemente. Vendo a vida que aguardava a criança que carregava e até mesmo a si mesmo, Sophie aproveitou do luto para deixar Kentucky para trás e deu à luz a uma menina em Nova Orleans.
Cassandra cresceu em um orfanato qualquer, por sua mãe ter acreditado que seria mais seguro ser criada como uma desconhecida do que como a ponta solta de uma guerra que se arrastava mais do que o necessário, mas os rumores sobre a sua existência passaram a se espalhar como em enxame e ela foi misteriosamente adotada aos sete anos por um casal ligado ao Mundo das Sombras – o que ela não sabia, embora sempre tivesse visto coisas tidas como estranhas e sempre constantemente reprimida por isso. Eles não gostavam dela, na verdade, a toleravam e demonstravam isso através das surras desnecessárias. Portanto, conforme crescia, pensou em teorias que pudessem justificar eles a manterem, sendo elas: para eles terem algo no que pudessem descontar a sua frustração e a ajuda de custos que o homem misterioso os dava. O homem aparecia uma vez por ano e ela era trancada no sótão sempre que isso ocorria, mas ela conseguia ouvir a voz grave e vez o outra captava partes das conversas. "Covington", "clã" e "guerra" já eram de praxe, embora ela jamais tivesse sido capaz de formar uma ligação entre essas duas coisas. Não tendo entendido como o seu sobrenome podia se encaixar com aquelas duas outras coisas.
Aos dezesseis anos, Cassandra fugiu de casa após uma briga acalorada com os seus pais adotivos. O motivo tinha sido tão bobo que acabou desbotando de sua mente com o tempo, mas as palavras ditas entre gritos naquela noite jamais deixaram a sua cabeça assim como os anos de maus-tratos. Que a marcaram tão profundamente como uma tatuagem em sua pele e a fizeram lembrar-se para sempre do que era tanto para eles quanto para todos: uma grande desgraça. Eles haviam conseguido convencê-la de que tinha tornado a vida deles miserável, assim como possivelmente tinha feito com os seus pais biológicos, que tinham a largado como se não fosse absolutamente nada, deixando para trás apenas um cobertor com o seu nome bordado. Portanto, naquela noite de seu décimo sexto aniversário, ela juntou os seus pertences, pegou o dinheiro escondido no piso do escritório, roubou a chave de um dos carros e partiu sem olhar para trás.
Ela viveu a maior parte de sua adolescência em seu próprio carro, economizando o máximo de dinheiro que pode e trabalhando como garçonete em um café onde os homens tinham a mão mais ousada do que ela gostaria, mas aquilo era necessário para não morrer de fome e com sorte conseguir alugar um espaço para que pudesse morar em Nova York. Local que tinha se instalado após as suas viagens em seu carro, acreditando ser longe o bastante de seus pais adotivos. O sonho acabou se tornando realidade após meses de economia e um pequeno furto que realizou quando estava desesperada, roubando o dinheiro de um velho que constantemente a assediava em seu local de trabalho – o que ajudou com que ela não se sentisse culpada, acreditando ser o mínimo que ele poderia fazer por ela – e quando a sua vida parecia que estava se encaminhando na direção correta, quando ela alcançou a marca de seus 24 anos e foi aceita em uma boa universidade pública, tudo ruiu diante de seus olhos após uma noite de bebedeira qualquer acompanhada de um cara que ela se quer se lembrava do nome. Resultando em uma gravidez indesejada, a qual apenas descobriu a respeito quando os batimentos cardíacos já eram audíveis, a fazendo entrar em completo desespero e se ver diante da mesma escolha de seus pais: abandonar a criança ou a decretar a uma vida miserável igual a sua. A escolha parecia obvia, então ela nem se quer cogitou por um instante permanecer com o bebê. Estando certa de que entregaria para adoção assim que nascesse, mas as coisas não foram assim.
O que ela não esperava, era que no momento em que os seus olhos caíssem na menininha, ela não conseguisse deixá-la ir. Não foi capaz de a abandonar como os seus pais tinham feito com ela. Então virou a sua vida inteira de cabeça para baixo para se adaptar ao bebê como pode, trocando o seu emprego no café por um durante a noite no bar, por conseguir gorjetas maiores ao flertar com os clientes, quando as suas economias para a faculdade acabaram e fazendo um acordo com o dono do local para reformar um deposito que ele tinha nos fundos para ser o seu o seu novo lar, pagando um aluguel bem abaixo do mercado, não acreditando que ela e tampouco a pequena Joy fossem precisar de nada além de uma da outra. A cada manhã quando olhava para ela, se perguntava se estava fazendo o certo para a sua filha, mas cada vez que via os olhos dela a dúvida deixava a sua mente. Com a filha sendo a sua alegria, esperança e a motivação para trabalhar com cada vez mais garra para tirar as duas daquela vida. Se esforçando para não permitir que a sua filha tivesse uma vida terrível como a sua por um ano.
Em uma noite, o bar acabou fechando um pouco mais cedo, e ela se despediu do dono e trancou as dependências do lugar e dispensou a babá que cuidava de Joy quando ela estava trabalhando. Ela se deitou para dormir pouco depois de beijar a testa de sua filha dormindo no berço e sussurrar algumas palavras afetuosas para ela, assim como fazia todas as noites, até que o som do vidro se quebrando se espalhou pelo recinto. Ela acordou a assustada e se colocou diante do berço de sua filha, não conseguindo enxergar nada na escuridão além de uma sombra, e implorou para que deixasse as duas em paz ou ao menos o bebê. Não adiantou de nada, o que quer que fosse aquilo, avançou em sua direção e ela só foi capaz de lutar com as últimas forças antes de sentir uma mordida em seu pescoço, uma dor vacilante em seu ventre e algo acertando a sua cabeça com força. Tudo o que aconteceu depois foram pequenos flashes de memória: um homem bem apessoado parado em um canto a observando, lobos a cheirando, alguém sussurrando "Mikaelson" e um silêncio sepulcral enquanto ela se arrastava coberta de sangue até o berço de Joy.
Se ela estivesse bem, tudo ficaria bem, mas a sua filha não estava e nunca mais ficaria de novo. Ela gritou e chorou de dor, implorou para a morte a levar no lugar do bebê, mas não adiantou de nada e chorou até perder a consciência. No outro dia, despertou no hospital. O dono do bar tinha a encontrado após os vizinhos reclamarem de barulho no deposito e ele a disse o que ela já sabia: Joy havia morrido na última noite e ela havia sobrevivido por um milagre, segundo os paramédicos que a encontraram no local, e daquele momento em diante a sua vida mudou completamente. Não somente por ter perdido a única coisa que amava e estimava naquele mundo, mas por ter se tornado um monstro. Cassandra acabou sendo inserida no Mundo das Sombras contra a sua vontade, tornando-se licantrope, com a história ao seu respeito repercutindo para aqueles que a procuravam. Principalmente ao clã Covington, que a deu "proteção" desde o ocorrido, contando a história do passado de sua família, da felicidade que o clã havia ficado quando souberam que ela tinha tido uma filha que assegurava o cargo de líder e a desconfiança dos responsáveis por trás do ataque que tinha culminado na morte de sua filha. Sendo o mesmo sobrenome que tinha escutado naquela maldita noite: Mikaelson.