Kaz Brekker

- Nome: Kavrenz Rietveld
- Idade: 672 anos
- Nascimento: 17 de fevereiro de 1339
- Avatar: Freddy Carter
- Raça: Feiticeiro
- Marca de Feiticeira: Olhos cinza e garras.
- Gênero: Feminino
- Sexualidade: Heterossexual
- Estado Civil: Solteiro
- Residência: Clube do Corvo, no Battery Park City — NY
- Gostos: Ele gosta de criar planos elaborados e principalmente de os executar. Embora tenha começado a roubar por sua sobrevivência, ele adquiriu um certo gosto por roubar de homens que gostavam de colocar-se acima dele. Kaz gosta mais do que gostaria de admitir das histórias criadas ao seu respeito, principalmente pela maior parte delas ser aumentada. Kaz gosta de truques de mágica e os aplica tanto em seus furtos quanto em seus planos mirabolantes.
- Desgostos: Ele gosta de criar planos elaborados e principalmente de os executar. Embora tenha começado a roubar por sua sobrevivência, ele adquiriu um certo gosto por roubar de homens que gostavam de colocar-se acima dele. Kaz gosta mais do que gostaria de admitir das histórias criadas ao seu respeito, principalmente pela maior parte delas ser aumentada. Kaz gosta de truques de mágica e os aplica tanto em seus furtos quanto em seus planos mirabolantes.
- Curiosidades: Kaz usa uma bengala desde que teve a sua perna quebrada, tendo sido produzida por um unseelie para ser leve e perfeita para quebrar ossos. Anos mais tarde, ele pagou para um mundano produzir um corvo com ferro e prata na empunhadura, para a sua própria segurança, enfeitiçando-a para parecer mais leve do que realmente é. Ele tem duas tatuagens em seu corpo: um corvo com uma taça, sendo o símbolo que representa o que atualmente é conhecido como "empresa" (embora esteja mais para uma gangue) de Per Haskell em seu antebraço, e uma segunda tatuagem com um "R" preto em seu bíceps. Ele possui um forte fascínio em se vestir sempre com roupas sociais, sendo uma piada própria para debochar de homens de negócio (principalmente por ter sido bastante rebaixado por eles a princípio, sendo chamado de rato das ruas). Além de andar sempre com duas facas escondidas na roupa, não gosta de ficar apenas à mercê de sua magia. Dificilmente ele permite que alguém se aproxime dele, devido à vida que leva, sabendo que qualquer pessoa que ele permitir entrar por suas defesas irá se tornar sua fraqueza e consequentemente um alvo para todos. Alguns dos apelidos que lhe deram ao longo de sua vida foram mãos sujas, o bastardo, rato das ruas e demjin (palavra antiga que significa demônio). O barco em que Kaz tinha despertado se chamava Dama da Rainha e a maioria das pessoas que estavam ali tinha apenas a suspeita de terem morrido para a Praga (não possuindo os bubões visíveis na pele que poderiam confirmar isso). Anos mais tarde, ele descobriu que Pekka Rollins foi o responsável por pagar aos hobglobins para matá-lo. Como esperado, as coisas não tinham ocorrido como ele desejava. A sua marca são olhos cinzas e cabelos pretos com reflexo azul-escuro quando exposto à luz, lembrando em muito as asas de um corvo, e garras. Além disso, a cor de sua magia é preta.
- Personalidade: A primeira vista, ele parece ser alguém calmo, controlado e sarcástico, mas ele carrega dentro de si um ódio que seria capaz de queimar o mundo e um forte desejo de vingança, que é uma das principais coisas que o manteve vivo ao longo dos anos. Apesar de tudo, Kaz é leal aqueles que estenderam a mão e aos seus amigos, mesmo que a sua personalidade fria possa demonstrar o contrário. Kaz aparenta ser insensível, implacável, mentiroso e sem coração, mas sempre irá cumprir qualquer acordo que ele fechar. Demonstrando-se bastante honrável neste quesito. Ele é bastante ganancioso, o que o faz meter-se em muitas situações complicadas em nome do dinheiro, além de tentar manipular coisas ou pessoas para que as coisas ocorram do jeito que ele planeja.
Kaz nasceu no ano de 1339 e teve o infortúnio de sua mãe falecer pouco tempo depois de seu nascimento, com ela tendo perdido muito sangue no momento do parto e tendo forças apenas para sussurrar um nome que gostaria de dar para o seu filho e para pedir que o seu marido cuidasse dele. O nome escolhido tinha sido Kavrenz Rietveld, apelidado mais tarde de Kaz, com o pequeno bebê recém-nascido tendo características que prontamente chamaram a atenção de seu pai e de seu irmão poucos anos mais velho que ele, Jordie. O seu pai já havia ouvido histórias a respeito de crianças que nasciam com uma aparência surpreendentes e, apesar de não compreender totalmente o motivo de justamente o seu filho ter o infortúnio de nascer daquela forma, Kavrenz e Jordie eram as últimas lembranças que ele tinha de sua esposa. Então estava decidido a cuidar deles até o seu último suspiro.
Ele cresceu em Caffa (atual Teodósia), vivendo uma vida relativamente tranquila no campo e sendo uma criança brutalmente honesta e ingênua demais para a sua idade, o que dava margem para outras crianças debocharem ou serem cruéis, o que fazia o seu irmão mais velho sempre estar comprando alguma briga para defendê-lo. Graças a super proteção de Jordie, Kavrenz quase havia conseguido ter uma infância normal, ao esconder as suas garras com luvas de couro que o seu pai usava para arar a terra e cobrir os seus cabelos com uma boina surrada e puída, embora os seus olhos cinzentos acabassem levantando alguns comentários vez ou outra, principalmente quando comparados com os de seu pai e irmão, que eram quase negros de tão escuros, não sendo algo com que os Rietveld se preocupassem ou se quer davam mais atenção que o necessário. Principalmente no ano de 1343, quando as tropas tártaras (guerreiros mongóis e turcomanos) do Canato da Horda Dourada (império que era composto por partes da Rússia, Ucrânia e Cazaquistão) estavam realizando um cerco em Caffa.
Imediatamente, a cidade entrou em polvorosa, por exceção ao pai deles, que tentava convencê-los de que tudo ficaria bem e que as tropas tártaras não venceriam o cerco. Infelizmente, ele não sobreviveu o bastante para ver o resultado que a sua fé cega ou talvez a sua esperança tola iria ter. Em 1346, quando Kaz tinha 7 anos e o seu irmão 10 anos, Jordie pediu para que ele fosse chamar o seu pai e o encontrou sangrando violentamente embaixo do arado. Ele tentou ajudar como pode e gritou para que qualquer pessoa viesse ajudá-los, mas não adiantava mais. O que quer que tivesse acontecido com o homem que tinha o amado e criado, havia o feito perder mais sangue do que um humano poderia aguentar e, embora Jordie tivesse corrido a tempo ao ouvir gritaria e estivesse tentando proteger o seu irmão da cena terrível diante deles, as mãos e as roupas de Kavrenz já estavam manchadas de sangue e a imagem estava para sempre guardada em sua memória.
Não havia restado tempo algum para o luto e tampouco para eles pensassem em como seguir dali em diante, pois as tropas tártaras haviam decidido utilizar a doença que estava matando os seus homens como uma arma contra os seus inimigos de Caffa poucos dias depois. Atirando os corpos infectados por uma doença misteriosa dentro da cidade, fazendo com que os moradores de Caffa também começassem a sucumbir ao que mais para frente seria conhecido como A Peste Negra. Kaz e Jordie juntaram o pouco que tinham, que era o suficiente para eles viverem confortáveis por dois anos, e fugiram para Constantinopla (atual Istambul) e depois para o Segundo Império Búlgaro (atual Bulgária).
Os dois eram muito novos e muito ingênuos para lidar com o mundo que os cercava, mesmo que Jordie se achasse mais esperto e quisesse a todo custo proteger o seu irmão mais novo, ele não podia mudar uma coisa: os dois eram só crianças. Jovens demais para serem deixados sozinhos à própria sorte. Então, quando um homem chamado Jakob Hertzoon aproximou-se deles com promessas sem fim, palavras adocicadas e truques de mágica que impressionaram Kaz, Jordie decidiu escutar o que o homem tinha a oferecer. Mesmo para a sua idade, ele tentava ser o mais responsável possível, então levou pelo menos um mês para que ele convencesse o Jordie com a promessa de um negócio que os deixaria ricos e, claro, Jakov havia tido o cuidado de fazer Jordie convencê-lo daquilo. Fingindo que não podia permitir que ele se arriscasse tanto, embora comentasse vez ou outra a respeito da Peste que estava se espalhando pelo mundo e como seria bom ter dinheiro suficiente para que eles tentassem permanecer seguros ou para terem acesso aos melhores tratamentos, caso um deles tivesse a má sorte de ser infectado.
Ao fim daquela noite, Jordie e Kaz tinham deixado a casa de Jakob com dinheiro o bastante para apenas mais uma semana de estalagem e com o coração renovado de esperanças. Como esperado, quando o Jordie foi procurá-lo nos dias seguintes, ele havia desaparecido completamente. Ninguém o conhecia ou parecia tê-lo visto se quer uma vez na vida. Eles permaneceram na estalagem até ficar claro que não tinham mais dinheiro para pagar por sua estadia, sendo chutados para ruas como cães sarnentos e viveram por alguns poucos dias daquela forma. Perambulando e buscando pontos em que eles pudessem dormir nas ruas, até Jordie ficar doente. Kavrenz que acreditar que ele não estava com a peste que vinha assolando a cidade, pela ausência inicial dos bubões em sua pele, mas a febre constante deixava Kaz preocupado o bastante para bater de porta de porta em porta e implorar por ajuda para o seu irmão adoentado. Para a sua profunda infelicidade, o medo da Peste falava mais alto e a maioria das pessoas se quer abria porta para ele. Kavrenz também começou a ficar febril e ambos estavam com muita fome, tendo apenas um ao outro naquele instante e, embora uma parte sua não quisesse conceber aquela ideia, ele tinha certeza de que os dois morreriam ali.
Jordie estava pior do que em todos os dias anteriores e, embora Kavrenz quisesse o ajudar, ele mal tinha forças para se colocar de pé, então tentou conversar com o seu irmão. Em uma tentativa desesperada de mantê-lo acordado até que tivesse forças o suficiente para voltar a procurar ajuda para ambos, mas o caçula dos Rietveld desmaiou devido a febre quando o seu irmão passou a contar em uma voz sôfrega e fraca sobre a mãe deles. Acordando horas mais tarde em pânico quando sentiu o seu corpo ser praticamente soterrado por cadáveres, tentando pedir ajuda ou dizer "eu estou vivo", mas sendo incapaz. Ele estava fraco para qualquer coisa e acabou se rendendo novamente a inconsciência e possivelmente a morte, mas para a sua profunda infelicidade, ele despertou novamente (sem saber quanto tempo tinha se passado), estando ao lado do corpo em processo de decomposição de seu irmão e de tantas outras pessoas. Kaz não tinha mais se quer energia para chorar, então usou as forças que restava e o desespero pulsante da morte acompanhado do pensamento de "eu não posso morrer" e "eu não quero morrer" para olhar a sua volta, vendo a água e sabendo que não teria força para nadar por tanto tempo e por conta própria. Ele sabia que pedir ajuda seria em vão, já tinha aprendido isso, e não precisava de muito para saber para onde aquele barco o levaria: para o ponto de cremação mais próximo possível, não acreditando em momento algum que os guardas, médicos ou quem quer que conduzisse aquilo teria quaisquer resquícios de humanidade antes de o chutar para dentro da fornalha com os demais corpos.
Naquela noite, Kaz deu o primeiro passo para virar o monstro que se tornaria: ele agarrou o corpo do irmão e o jogou na água, pulando pouco depois e usando como uma jangada para nadar em direção a cidade. Tentando não pensar na carne fria em decomposição sob as suas mãos ou em qualquer outra coisa além de um pensamento que o guiava por todo o trajeto: vingança. Batendo as suas pernas e tentando não pensar na água fria, na pele inchada sob a sua palma e o odor do cadáver. Içando o seu próprio corpo para cima com dificuldade ao chegar no porto pouco depois do amanhecer, sentindo pela primeira vez que o garoto inocente e gentil que havia sido outrora estava desaparecendo vagarosamente. Principalmente quando viu o mar carregar o corpo de Jordi para longe e, de certa forma, o resquício de humanidade e amor que Kavrenz tinha em seu coração. Endurecendo a si mesmo para sobreviver.
Após aquilo, Kaz se tornou incapaz de suportar contato direto com a pele, roubando um par de luvas pouco depois que teve o que foi chamado de "surto" quando alguém segurou em suas mãos, tendo levado uma surra por conta disso. Kaz havia visto o pior que o mundo tinha para oferecê-lo e tinha sobrevivido aquilo, moldando-se cada dia mais para encaixar-se em um mundo cruel, mas o universo parecia ter ainda mais surpresas reservadas para ele: Kaz enxergava coisas do que as demais pessoas não viam, ele não sabia desde quando e nem como, mas ela via aquelas criaturas. Algo que decidiu transformar em vantagem própria, passando a vender a localização em que "criaturas misteriosas" surgiam e recebendo uma compensação monetária em troca disso, mesmo que na maior parte das vezes ele próprio simulasse os ataques e as criaturas. Afastando-se cada dia mais do pequeno Rietveld que tinha sido e decidindo assumir um novo nome para si: Kaz Brekker, mais tarde conhecido como "mãos sujas".
Kaz nunca soube explicar como, talvez tenha sido no período em que tenha começado a roubar carteiras para não morrer de fome ou quando havia descoberto um talento nato para abrir fechaduras e para jogos — embora as histórias de seus "dons" para encontrar o misterioso tivessem se espalhado por toda parte —, mas ele chamou atenção de um certo alguém: Per Haskell. Um unseelie que conduzia negócios escusos no mundo mundano, com a sua gangue sendo conhecida como "Dregs", demonstrando interesse quase que imediatamente pelo rapaz, não por bondade, mas por ver um potencial verdadeiro nele. Algo que pudesse usar em vantagem própria, principalmente por ter reconhecido as suas marcas de feiticeiro dele, e ofereceu uma oportunidade para ele deixar de ser caçado para se tornar o caçador.
Aos doze anos, Kaz fez um acordo benéfico para si com Per Haskell e descobriu coisas tanto ao seu respeito quanto do mundo em que vivia. Ele era um feiticeiro e, consequentemente, o filho de um demônio. O que significava que o homem que tinha visto sangrar até a morte não era o seu pai e que Jordie era apenas o seu meio-irmão, embora nada daquilo parecesse atenuar a dor que ele sentia ao pensar em seu passado e consequentemente em sua vida pregressa. Ao chegar em Faerie com Per Haskell, Kaz era um mentiroso em meio a criaturas naturalmente cruéis e enganadoras, o que acabou moldando a sua personalidade, fazendo-o se tornar mais impiedoso do que elas poderiam ser com ele e um mentiroso ainda melhor. O que resultou que tivesse uma de suas pernas quebradas por um grupo de hobglobins, que foram tolos o bastante para deixá-lo viver após aquilo — em grande parte, porque a sua magia havia despertado naquele momento de dor, e por ele ter ferido alguns dos seus agressores no processo (ainda os considerando tolos). Antes mesmo de se recuperar, Kaz mandou matar todos os que participaram daquilo e fez questão de matar pessoalmente o líder do grupo, sujando as suas mãos pela primeira vez e criando um nome para que as pessoas temessem. No entanto, a sua perna nunca sarou da maneira adequada, o que fez recorrer ao uso de uma bengala e o tornou manco pelo resto de sua vida imortal.
Ele elevou o nome de Per Haskell em Faerie, o qual ganhou reconhecimento da corte unseelie, e consequentemente os seus negócios no mundano através de sutis investimentos na região, sociedade com clubes e bordeis de renome da época e pagando atores ou gatunos para atrair pessoas para os bares que pertenciam a eles. Com Per Haskell realizando o objetivo de viver como um rei em um mundo que não o pertencia, uma estratégia que causou inveja e serviu de inspiração para outras fadas. Isso acabou chamando atenção de um seelie que se tornou rival de Per Haskell: Pekka Rollins, cujo passatempo preferido era brincar com vidas mundanas. Kaz o reconheceu assim que o viu de relance como Jakob Hertzoon, aquele que era o responsável por destruir completamente a sua vida.
Daquele momento em diante, toda a vida de Kaz foi moldada para duas coisas: saldar a dívida com Per Haskell — mesmo que estivesse claro que o velho tinha muito mais a lhe dever do que ele a ele — e destruir Pekka Rollins. Não o matando, isso seria fácil demais para alguém como ele, mas proporcionando um terço da dor que ele tinha sentido durante todos esses anos. Em 2011, Kaz recebeu a proposta de um negócio que o pagaria o suficiente para realizar todos os seus sonhos, o que fez deixar um bar dos Dregs que ele estava cuidando na Escócia para se mudar para Nova York. Lá, ele enganou alguns mundanos para comprarem pequenas ações em uma casa de apostas para os submundanos que seria conhecido como Clube do Corvo, usando aquele dinheiro para comprar um prédio velho e depois plantando boatos no Mundo das Sombras a respeito do estabelecimento que chamariam atenção ou que iriam atrair olhares curiosos. Em pouco tempo, o que parecia ser uma espelunca estava dando um excelente retorno financeiro, em grande parte, pelo trabalho que Kaz conduzia fora do clube e pela experiência que tinha adquirido em seus séculos de vida cuidando dos negócios de Per Haskell. Apesar disso, Kaz continuou usando os seus dotes como ladrão para roubar peças artísticas ou encontrar falsificadores bons o bastante para enganar tolos, acumuladores e desesperados em nome do dinheiro.