Rosel Karlsoon

- Nome: Rosel Zoë Karlsoon
- Idade: 270 anos.
- Nascimento: 01 de março de 1740
- Avatar: Emília Clarke
- Raça: Feiticeira
- Marca de Feiticeira: Olhos de dragão, garras afiadas e escamas pela pele
- Gênero: Feminino
- Sexualidade: Bissexual
- Estado Civil: Namorando
- Residência: Casa das Karlsoon em North Hempstead
- Gostos: Chá, ter as coisas em seu devido lugar, dragões, lendas antigas e de qualquer gato que não seja o Botas
- Desgostos: Desrespeito, imaginar a sua irmã em perigo e seu gato (Botas)
- Curiosidades: Quando usa a nevoa para ocultar suas marcas, seus olhos variam entre a cor violeta e verde. Ela ama livros e é fascinada por dragões. As duas tem um gato de pelagem alaranjada chamado "Botas".
- Personalidade: Ela é responsável, bem humorada mas pode aparentar ser mais seria para aqueles que desconhecem. Apesar de não estar sempre com um sorriso esboçado em sua face, é uma pessoa de riso fácil.
Rosel Zoë Karlsoon havia nascido na Suíça, no ano de 1739, sendo filha de um demônio e uma mundana. Logo após o seu nascimento, tendo nascido com olhos de dragão, garras afiadas e escamas duras ao longo de sua pele, o marido de sua mãe havia claramente estranhado. Uma parte dele sabia que ela não era filha dele mas, talvez, por amor a sua mulher, ele se manteve ao lado dela e aceitou criar a criança afirmando que ela poderia ter nascido amaldiçoada de alguma forma. Pouco tempo depois, para a alegria geral, veio a luz dos olhos do padrasto de Rosel, sua irmã mais nova, Hyacinth. Ela era linda, das pontas dos pés até a ponta do nariz, e a menina queria ficar com ela constantemente e até mesmo brincar com ela - apesar dela ser um bebê - mas sempre a mantinham longe dela e era instruída a não se aproximar dela nunca, não importa o que, porque a sua "maldição" poderia acabar a ferindo ou as suas garras. Por conta dos seus "pais" sempre a censurarem ou a lembrarem que não era como as outras crianças e que ela era estranha, incomum ou anormal; a menina cresceu sentindo que nunca poderia se encaixar em lugar algum. Esse sentimento perdurou por um tempo, junto com a solidão, até que ela passou a se aproximar de sua irmã mais nova em um certo ponto da infância e passou a brincar com ela, tomando cuidado para que uma de suas "deformidades", não pudessem a ferir de forma alguma. Pouco tempo depois dessa aproximação, seus pais descobriram e decidiram a trancafiar no porão da casa para ter certeza, de uma vez por todos, que ninguém a veria ou que a sua filha de ouro, Hyacinth, não seria ferida pelo monstro que ela era. Ao menos, o que eles faziam ela se sentir. Os dias se passaram e ela não pensava em fugir do porão, mesmo que ele fosse mal iluminado e úmido, utilizava alguns livros que sua mãe a trazia vez ou outro como companhia e quando sua magia despertou, havia sido mais um incentivo para permanecer ali. Certa noite, acordou assustado com um rato encostando em seu pé e havia perdido o controle de suas habilidades e ateado fogo não só no porão, mas como na casa inteira. No processo, ela tinha quase sido morta, mas alguém havia conseguido a tirar de dentro da casa em chamas a tempo, enquanto o fogo passava a consumir o local. Ela tinha sido salva naquela noite, mas seus pais não esqueceram disso. Após esse incidente, eles a prenderam em um quarto o qual o acesso era ainda mais difícil e se certificaram de que nem mesmo as formigas ou luz natural passaria dessa vez. Portanto, ela terminou de crescer naquele cômodo escuro enquanto brincava com suas próprias habilidades, aprendendo dia após dias a deter mais e mais controle sobre elas, até chegar em um nível dela dormir brincando com as faíscas de fogo que saiam da ponta dos seus dedos. Quando ficou mais velha, começou a perceber que alguns dos livros que sua mãe a trazia tinham marcações de uma letra que julgou ser a de sua irmã e, tal como ela, passou a escrever suas partes preferidas ou comentários que achava que seria apropriado ou cômicos no rodapé dos livros. Talvez sua irmã nunca as visse, ela sabia disso quando começou a escrever, mas com o tempo e quando os livros voltavam para sua mão, parecia haver respostas secretas. Ao passar dos dias, as pequenas anotações se transformaram em cartas e ela pode, finalmente, passar a conhecer sua irmã. Pouco antes dela alcançar a maioridade, o seu pai e sua mãe haviam tido uma briga muito intensa e ele havia a arrastado para isso, ao invadir o local o qual haviam decidido confiná-la. Era claro que ele estava completamente embriagado, mas isso não o impediu de a chamar de monstro ou de dizer com todas as palavras que ela não era filha dele e, ainda que uma parte dela soubesse, aquilo havia doído. A briga foi se tornando mais calorosa, ele mais agressivo e quando ela deu por si havia queimado o homem vivo com seus poderes. Depois disso, ela fugiu. Fugiu para o mais longe que podia e nem se quer por um momento pensou em voltar atrás - com medo de que pudesse ferir sua mãe ou irmã. Por ter crescido trancafiada, ela não conhecia ninguém e não sabia como esconder sua marca de feiticeiro e isso quase resultou com que fosse morta em uma fogueira, com a alegação que ela tinha a "marca do diabo", mas um vampiro havia a ajudado a escapar e a levou até um feiticeiro que explicou quem ela era e sobre a extensão dos seus poderes. Ela passou bastante tempo com ele, aperfeiçoando suas habilidades e aprendendo como esconder suas marcas, até ouvir a história de que uma jovem havia sido transformado em vampira enquanto procurava sua irmã, através de seu amigo filho da noite, e uma parte dela soube que se tratava de Hyacinth. Rosel foi até o local indicado pelo vampiro e encontrou a sua irmã. Ao resgatá-la, optou por mantê-la perto de si e pediu para que seu amigo explicasse para ela as complicações de ter se tornado vampira e como poderia se adaptar a todo esse novo mundo e as leis dele - tal como ela mesmo ainda estava aprendendo. Por mais que Hyacinth pudesse não gostar, caso um dia descobrisse o que ela havia feito, Rosel havia se certificado de que os responsáveis por transformar a sua irmã não fossem capaz de transformar outras pessoas novamente. Desde aquele dia, ela havia se aproximado de Hyacinth e se recusou a se afastar dela novamente, independente das brigas que houvessem ou das discussões entre ambas, ela não fazia menção de mover nem se quer um músculo para deixar a irmã. Atualmente, ela é a responsável pelo Mercado das Sombras.